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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Maior quinta eólica de África vai alimentar 1,5 milhões de habitações

Mäyjo, 06.01.15

Maior quinta eólica de África vai alimentar 1,5 milhões de habitações

A maior quinta eólica do continente africano, a Tarfaya Energy Project, começou a produzir energia a partir da costa atlântica sul de Marrocos. Com cerca de 8.900 hectares, as 131 turbinas eólicas deverão evitar a emissão de 990.000 toneladas de dióxido de carbono todos os anos.

O projecto começou a ser construído em 2013 e ficou recentemente concluído, sendo uma parceria da GDF Suez e da Nareva Holding. Com um custo de cerca de €452 milhões, a quinta de Tarfaya deverá produzir energia suficiente para alimentar 1,5 milhões de habitações em Marrocos.

Cada uma das 131 turbinas tem capacidade para produzir 2,3 megawatts de electricidade, para um total combinado de 15% da meta de energia eólica que o Governo de Marrocos quer ter implementado em 2020, escreve o Inhabitat. Ao longo dos próximos cinco anos, o Governo marroquino tem planos para instalar outras quintas eólicas para gerar 2.000 megawatts de electricidade que serão depois distribuídas pela rede eléctrica nacional. Quando estes projectos estiverem concluídos, 42% da capacidade eléctrica de Marrocos provirá de fontes renováveis.

Foto: jacilluch / Creative Commons

Novo satélite da NASA vai evitar secas e prever cheias

Mäyjo, 06.01.15

Novo satélite da NASA vai evitar secas e prever cheias

Ao longo dos últimos anos, a NASA tem aumentado a sua frota de satélites meteorológicos e climatéricos. Desde o lançamento do Orbiting Carbon Observatory 2, em Junho de 2014, à iniciação do projecto de um novo satélite que vai monitorizar as florestas do planeta em 3D, a agência espacial norte-americana tem apostado cada vez mais na investigação da saúde ambiental do planeta.

Nos últimos dias foi confirmado o lançamento de mais um dispositivo de monitorização ambiental: o Soil Moisture Active Passive (SMAP). O lançamento do novo satélite está agendado para 29 de Janeiro, na Base Aérea de Vandenberg.

Se tudo correr como planeado, o SMAP será o quinto satélite da NASA dedicado ao estudo das Ciências da Terra a alcançar a órbita terrestre nos últimos 12 meses e fornecerá dados sobre a humidade do solo em todo o planeta.

“Numa escala global, existem lacunas importantes no conhecimento sobre o comportamento da água, onde é armazenada, para onde vai e o quão rápido se movimenta”, lê-se no manual do SMAP, cita o Motherboard. O trabalho do novo satélite será o preenchimento dessas lacunas, ao medir a humidade do solo com um detalhe sem precedentes, a cada três dias ou menos. Os dados recolhidos vão ajudar a prevenir secas, a preparar para inundações, a estimar os rendimentos das colheitas e a melhorar a percepção de como a água do subsolo se relaciona com o ciclo do carbono e a estabilidade climática.

Outro dos aspectos interessantes sobre o novo satélite da NASA é o design totalmente idiossincrático. O satélite está equipado com a maior antena de malha rotativa alguma vez criada, com cerca de seis metros de diâmetro.

Foto: NASA

Sal utilizado para remover o gelo das estradas é prejudicial aos cursos de água

Mäyjo, 06.01.15

Sal utilizado para remover o gelo das estradas é prejudicial aos cursos de água

Nesta altura do ano, em muitas cidades mundiais, a opção mais utilizada para remover o gelo e a neve das estradas é o sal. Porém, ao provocar o degelo e ao misturar-se com a neve, o sal acaba por ser arrastado na água, infiltrando-se nos solos e nos cursos de água perto das estradas, o que é prejudicial para estes últimos.

De acordo com uma investigação da U.S Geological Survey, esta água salgada faz aumentar os níveis de cloreto dos cursos e reservatórios para onde escorre. “Em muitos dos cursos de água que analisámos, as concentrações excediam os níveis considerados nefastos para a vida aquática”, indica Steve Corsi, hidrologista que participou no estudo, cita o Environmental News Network.

No estudo foram analisados os níveis de cloreto em vários cursos de água durante o inverno desde os anos 1960, mas a investigação concentrou-se essencialmente entre 1990 e 2011. O número de vezes em que foram encontrados níveis tóxicos de cloreto na água aumentaram para o dobro ao longo das duas décadas.

As razões para o aumento dos níveis de cloreto na água podem ser muitos, mas durante o inverno o investigador aponta como principal causa o sal utilizado nas estradas. “Muitos negócios e empresas têm parques de estacionamento, quase todas as estradas têm passeios e muitos residentes têm alpendres ou passeios nas habitações e como tal existem muitas pessoas a utilizar sal para descongelar estas vias”, indica o investigador.

Foto: EricReplied / Creative Commons

Alfazema-do-mar do Cabo Raso está em risco de extinção

Mäyjo, 06.01.15

Alfazema-do-mar do Cabo Raso está em risco de extinção

As Limonium multiflorum, conhecidas como alfazemas-do-mar, são uma espécie endémica da costa portuguesa e só existem entre Cascais e a Nazaré. Segundo estudos feitos na zona pelos investigadores do Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa, esta planta está em risco de extinção no Cabo Raso, no concelho de Cascais.

Além da pequena distribuição geográfica, a planta apresenta ainda uma variabilidade genética bastante baixa, já que a maior parte das vezes se reproduz assexuadamente. “As plantas que conseguimos obter a partir das sementes recolhidas no local revelaram-se estéreis do ponto de vista masculino”, indica ao Público Ana Caperta, investigadora no ISA. Porém, algumas destas plantas conseguem reproduzir-se sexuadamente. “Por isso, ainda se poderia esperar que a variabilidade fosse restaurada desse modo mas, sendo estéril do ponto de vista masculino, a variabilidade desta população está ainda mais comprometida”, explica a investigadora.

As conclusões sobre a alfazema-do-mar foram publicadas na revista científica AoB Plants. No trabalho de campo realizado para o estudo, os investigadores do ISA perceberam que as principais ameaças à continuidade da espécie são as espécies exóticas invasoras, bem como a utilização de algumas das zonas onde a espécie pode ser encontrada como locais de estacionamento, principalmente durante a época balnear.

Actualmente, a alfazema-do-mar é classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como uma espécie com um estatuto “pouco preocupante”. Porém, o grupo de investigadores portugueses defende que a classificação seja elevada para “vulnerável” devido às suas características de reprodução e às ameaças a que está sujeita.

A alfazema-do-mar pode ser encontrada entre as primeiras manchas de vegetação das arribas costeiras entre Cascais e a Nazaré. São plantas resistentes a ambientes salinos que apresentam folhas que crescem, em forma de roseta, junto ao chão rochoso. Na primavera ostentam flores lilases, o que facilita a sua observação. A espécie possui populações bastante antigas, com exemplares que podem viver até aos 30 anos.

Foto: endless autumn / Creative Commons

Acidificação crescente dos oceanos está a ameaçar as populações de mexilhões

Mäyjo, 06.01.15

Acidificação crescente dos oceanos está a ameaçar as populações de mexilhões

As populações mundiais de mexilhões podem estar ameaçadas à medida que as alterações climáticas vão tornando os oceanos cada vez mais ácidos. Uma nova investigação veio revelar que os mexilhões que se formam em águas mais ácidas possuem conchas mais frágeis.

O aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera torna os oceanos mais ácidos e provoca a redução da concentração de minerais que os mexilhões necessitam para desenvolver as suas conchas, indicam os cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, que publicaram o estudo na revista científica da Royal Society Interface.

O estudo concluiu ainda que os mexilhões podem ter um mecanismo de defesa biológica embutido que impulsiona o desenvolvimento das conchas quando as temperaturas da água subirem cerca de dois graus Celsius.

“O que descobrimos no decurso da investigação é que os maiores níveis de acidez nos seus habitats têm um impacto negativo na capacidade dos mexilhões de desenvolverem as suas conchas”, indicam os investigadores em comunicado, cita o Guardian.

Foto: The Original Happy Snapper / Creative Commons

Wakati: o frigorífico solar para países em desenvolvimento

Mäyjo, 06.01.15

Wakati: o frigorífico solar para países em desenvolvimento

Tecnicamente, o Wakati não é um frigorífico – porque não utiliza a refrigeração -, mas a função é igual: preservar os alimentos. Nos países em desenvolvimento, onde a electricidade é escassa e cara, um meio que consiga preservar os alimentos por mais tempo pode ter um grande impacto nos rendimentos e modo de vida das populações mais desfavorecidas.

O Wakati é uma espécie de caixa esterilizada, alimentada a energia solar, que permite armazenar e ventilar os alimentos. Para que a preservação seja possível, o pequeno painel solar de três watts no topo da caixa permite alimentar um ventilador que gradualmente evapora um pequeno reservatório de água, criando um ambiente húmido e fresco dentro do Wakati.

Além de ventilar, o dispositivo não possui qualquer mecanismo de controlo da temperatura, daí que não seja uma solução de conservação alimentar a longo-prazo. Porém, o facto de permitir aumentar em alguns dias a conservação dos alimentos nestes países é um grande passo. Produtos que tenham um ou dois dias de validade em climas quentes podem ser preservados durante dez dias no Wakati. Assim, as famílias conseguem ter produtos em condições alimentares próprias durante mais dias e também os agricultores têm mais tempo para vender os seus produtos antes que estes fiquem impróprios para consumo.

Actualmente, já foram disponibilizados cerca de 100 sistemas Wakati em zonas do Haiti, Uganda e Afeganistão, escreve o TreeHugger.

O Wakati foi desenvolvido por Arne Pauwels, no âmbito de um projecto de mestrado na Universidade de Antuérpia, onde estuda desenvolvimento de produto. A concretização da tecnologia foi possível através de várias parcerias com empresas e organizações não-governamentais.

As mulheres...

Mäyjo, 06.01.15

As mulheres...

em todo o Terceiro Mundo, produzem comida, gerem os lares e são progenitoras; em África, oitenta por cento dos alimentos consumidos no lar são criados por mulheres. No entanto, elas são, na maior parte dos casos, subalimentadas, sobrecarregadas de trabalho, sujeitas a constantes gravidezes e culturalmente oprimidas. Sem a plena participação delas nos programas de planeamento familiar não haverá um desenvolvimento equilibrado nos países com as mais altas taxas de crescimento demográfico.

Jonathan Porritt, Salvemos a Terra

Árvores de Natal utilizadas para entreter leões em zoo inglês

Mäyjo, 06.01.15

Árvores de Natal utilizadas para entreter leões em zoo inglês

Agora que a época festiva está a terminar, o destino de muitas árvores de Natal é acabar no caixote do lixo. Mas no condado de Cambridgeshire, em Inglaterra, está-se a reciclar as árvores de uma forma pouco convencional.

Várias árvores de Natal têm sido dadas aos leões do Jardim Zoológico de Linton como brinquedo. De acordo com os tratadores dos animais, as árvores entretêm e divertem os leões durante várias horas, escreve o Daily Mail.

“Já foram doadas várias árvores e muitas outras estão a caminho, o que vai permitir mais horas de diversão para os leões”, indica Kim Simmons, directora do zoo. Pensa-se que os leões gostam de brincar com as árvores pois estas contêm nepenta, também conhecida como erva-de-gato, uma planta da família da menta, que pode causar euforia nos felinos.

Para que os animais se possam divertir durante mais alguns dias, o zoo aceita doações de árvores dos habitantes locais, que além de servirem de brinquedo para os leões são também queimadas no bio-combustor do zoo para produzir aquecimento para as jaulas dos animais.

As Árvores que ainda possuem raízes estão a ser replantadas num bosque do zoo que alberga mochos e corujas. Este é o terceiro ano que o zoo de Linton pediu aos habitantes locais para doarem as suas árvores de Naral sem uso. Este ano, o número de árvores doadas já vai no dobro do último ano.